ARTIGO: A Coruja de Perseu.

Palas Atena, ou Minerva, sempre está acompanhada de uma coruja, denominada apenas como “a coruja de Atena” ou na mitologia latina “a coruja de Minerva”. Ela representa a sabedoria, uma das tantas qualidades atribuídas a Atena, além da estratégia, bravura e acuidade militar.


Muito apegada a sua coruja, Zeus havia lhe ordenado que a doasse a seu filho, Perseu, para auxiliá-lo na dura tarefa de conseguir a cabeça de Medusa, com o fim de petrificar o terrível monstro Kraken. 

 



Negando-se a perder sua amada coruja, encomendou a Efestos, ou Vulcano em latim, que construísse uma feita de bronze para doar ao herói. Assim nasceu Bubo, a coruja mecânica que ajudou Perseu a salvar sua cidade, Argos. Essa história é contada no filme britânico Clash of the Titans, Fúria de Titãs, lançado em 1981.

          A coruja é o símbolo da sabedoria, sendo utilizada como referência à filosofia. Bubo talvez seja a metáfora do conhecimento arquetípico plasmado na matéria. A coruja de Atena é a sabedoria em essência, ideal, o arquétipo, inalcançável. Bubo seria a sabedoria humana, o que conseguimos ter, mundana (existente no mundo) construída, mecânica, racional. A sabedoria ideal está com a Deusa, a sabedoria possível com o homem, o semideus.

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