domingo, 27 de março de 2016

ARTIGO: Nem políticos nem juízes são Super-heróis.







A moral do super-herói é imaculada, incomparável e não há no nosso mundo indivíduo parecido. É muito triste ver pessoas que comparam personagens da política à nossos super-heróis, o que é um erro de fato.

Qualquer político, membro do judiciário ou que o valha não passa de pessoas motivadas por interesses mundanos e egoístas. Por trás da carapaça de bom moço, disfarçada de bem fazenda, as ações desses homens são egoisticamente motivadas. E não poderia ser diferente, eles não são sequer heróis, que dirá super.
 

       Os super-heróis são misantropos, acéticos, não individualistas e quase nada egoístas. Nossos super-heróis levam seus princípios ao limite do seu bem estar e conforto. O Steve Rogers chegou a se chocar com os interesses do governo dos EUA a ponto de ser proibido de ser o Capitão América.

           Outros como Peter Parquer, Reed Richards e até mesmo Bruce Banner são personagens que teem vidas simples e até pobres. Jamais se utilizaram de seus dons para auto promoção ou enriquecer. Nos casos dos nossos heróis, seria muito fácil fazer isso.


       Super-heróis não fazem acordos, levam ao extremo sua luta por justiça. Matt Murdock bem poderia fazer alguns acordos, tolerar alguns malfeitos de Wilson Fisk para ficar numa boa e ter uma vida feliz e confortável. Mas não, assim como o Justiceiro ele sacrifica sua vida pessoal em nome da verdade e de sua causa.


Jamais nossos homens públicos fariam algo assim. Claro, são homens normais, defeituosos e, no caso dos políticos e demais sequazes, possuem pouquíssimas virtudes e lhes sobra egoísmo e mesquinharia. Nunca, em hipótese alguma, maculemos as personagens dos nossos super-heróis comparando-os aos nossos lamentáveis políticos. Super-heróis são super, incomparáveis e lamentavelmente inexistentes.